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Portugal Space procura incubadoras para reforçar rede da ESA

cmptspace on 7 de Abril, 2020

A Agência Espacial Portuguesa, em conjunto com o Instituto Pedro Nunes,  pretende reforçar o centro de Incubação da Agência Espacial Europeia em Portugal, com novas incubadoras tecnológicas. Rede chegará às dez incubadoras de Norte a Sul do país.

Fundamental na implementação da estratégia “Portugal Espaço 2030”, em particular dada a contribuição que terá na criação dos 1.000 novos postos de trabalho previstos na estratégia, a Portugal Space procura novas incubadoras nacionais que permitam reforçar a presença do sector espacial em todo o território português e fortalecer o Centro de Soluções Espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA).

O convite, dirigido a incubadoras tecnológicas portuguesas, é lançado hoje, 7 de abril, pela Portugal Space. Este programa é mais um instrumento da estratégia que permitirá que Portugal multiplique por 10 o volume de negócios do sector do espaço, até 2030, passando este a ter um significativo contributo para o crescimento socioeconómico do país.

O Espaço é cada vez mais encarado como uma commodity, abrindo-se à economia e à sociedade para fornecer soluções a outros sectores e contribuindo para que estes reforcem a sua competitividade, o que permite que os desafios sociais e globais sejam encarados de forma multidisciplinar. As incubadoras são, neste contexto, espaço privilegiado para o encontro entre os sectores do Espaço e não-Espaço, no sentido da criação de novos negócios e da abertura de novos mercados.

O concurso dirige-se a incubadoras que, além de estarem registadas em Portugal, tenham instalações que permitam receber as startups que beneficiem do programa da ESA. As incubadoras devem também dispor de uma equipa que dê o suporte necessário ao desenvolvimento de projetos que posteriormente venham a ser escolhidos para integrar a rede de incubadoras da Agência Espacial Europeia.

Os Centros de Incubação da ESA (ESA BIC, na sigla inglesa) foram criados em 2003 com a intenção de inspirar e trabalhar com empreendedores que quisessem transformar ideias ligadas ao espaço em produtos ou serviços comerciais. Atualmente, a rede conta com 21 centros, espalhados por mais de 60 cidades – incluindo Coimbra, Cascais (DNA Cascais) e Porto (Parque Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto) – em 17 países europeus.  Em quase 20 anos, os centros da ESA BIC promoveram mais de 700 startups em toda a Europa, criando milhares de empregos altamente qualificados, graças às aplicações e à transferência de tecnologias espaciais para o mercado.

A apreciação das candidaturas dependerá de critérios como a experiência, composição da equipa, os acionistas, a ligação a atividades espaciais, entre outros. Além disso, serão consideradas na avaliação eventuais colaborações com o Sistema Nacional de Inovação, bem como o número de startups apoiadas desde a criação da incubadora, o volume de negócios e os postos de trabalho criados no último ano pelas empresas apoiadas, capital angariado pelos residentes desde o início da atividade e em 2019, entre outros.

As candidaturas, que devem ser enviadas até às 23h59 do dia 9 de maio , serão avaliadas pela Portugal Space. Se aceites, as incubadoras assinarão com o IPN um contrato de um ano, renovável por outros três, para trabalhar num consórcio liderado pela organização de Coimbra.

Sobre a Portugal Space

A Agência Espacial Portuguesa é uma organização privada, sem fins lucrativos, criada pelo Governo português, como a mais moderna agência espacial do mundo. A Agência tem como principal objetivo promover e fortalecer o ecossistema e a cadeia de valor do sector espacial em Portugal para benefício da sociedade e da economia nacional e internacional, agindo como uma unidade de negócio e desenvolvimento para universidades, institutos de investigação e empresas.

A promoção da economia espacial e da inovação exige a diversificação e articulação das fontes de financiamento com o objetivo de atrair 2.500 milhões de euros no período de 2020-2030 para atividades relacionadas com o espaço, exigindo um equilíbrio de 50/50 entre fundos públicos e privados, incluindo fontes nacionais e europeias, públicas e privada. Esta pretensão tem em conta o objetivo de multiplicar por 10 o nível global de investimento no espaço em Portugal até ao final da década.

A estratégia nacional para o espaço, “Portugal Espaço 2030”, foca-se nos domínios da Observação da Terra, Segurança Espacial, Transporte Espacial e Telecomunicações, incluindo atividades relacionadas a jusante, trabalhando para que Portugal – uma nação atlântica, com uma tradição marítima rica e global – seja reconhecido, até 2030, como uma autoridade global na ciência e economia das interações Espaço-Terra-Clima-Oceano em benefício da sociedade e da economia.

É neste contexto que surge a defesa da “Democratização do Espaço”, entendida como a plena integração do espaço na economia e na sociedade de uma forma sustentável, tanto ambiental (no espaço e na Terra) como económica, e o lema “Oceanos limpos com Espaço limpo” é perseguido.

Sobre o ESA Space Solutions Portugal

O centro de incubação da Agência Espacial Europeia (ESA) em Portugal (ESA BIC Portugal) está instalado no Instituto Pedro Nunes desde o final de 2014, com o objetivo de apoiar startups que usem tecnologia espacial para utilizações industriais e comerciais não espaciais como saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana, entre outras.

Lançado em conjunto com a ESA e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a incubadora é liderada pelo Instituto Pedro Nunes, com a colaboração do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e a agência DNA Cascais.

Nos últimos cinco anos (2015-2019), duração da primeira fase do programa de transferência de tecnologia coordenado pelo IPN, o ESA BIC Portugal incubou 30 empresas, criou mais de 100 novos postos de trabalho e gerou um volume de negócios total de cerca de cinco milhões de euros.

O IPN é ainda embaixador do programa ESA Business Applications, iniciativa através da qual foram apoiados 16 projetos que utilizam dados de satélites (como é o caso de dados de Observação da Terra ou Sistemas de Comunicação por Satélite) para criar novos produtos e serviços, com um investimento de 2,5 milhões de euros.

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