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Designer alemã cria logotipo da Portugal Space

PTSpace-Admin on 4 de Dezembro, 2019

Anett Krase foi a designer selecionada para dar corpo ao logotipo da Portugal Space, a nova Agência Espacial Portuguesa. O concurso atraiu mais de 300 candidaturas de todo o mundo.

Aberto a designers de todo o mundo, o concurso para a definição da nova marca da Portugal Space, a recém-criada Agência Espacial Portuguesa, recebeu 271 candidaturas provenientes de mais de dezena e meia de países, incluindo Irlanda, Roménia, França, Singapura ou Filipinas.  

O júri, presidido por Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, selecionou um conjunto de dez propostas, acabando por escolher a imagem visual criada pela designer alemã sedeada em Lisboa, desde 2016. Anett Krase, que é formada em Design de Media Digital e Design da Comunicação, irá receber um prémio de 1.500 euros.

Faziam ainda parte do júri, o reitor do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, Carlos Rosa, a professora e membro do Conselho Científico da Universidade Europeia, Ana Margarida Ferreira, e Elena Damato, especialista em Creative Brand da ESA – Agência Espacial Europeia.

Para Ana Margarida Ferreira “o Logo consegue, pela sua pureza geométrica, traduzir a beleza e complexidade do universo, da partícula ao cosmos”.


Com dois círculos, que se associam a dois planetas ou corpos astrais, o logotipo da Portugal Space é composto por uma  imagem que simboliza a lua que orbita a terra. Anett Krase explica, na memória descritiva da apresentação do projeto, que foi buscar inspiração à esfera armilar, instrumento científico e de astronomia com forte presença na história de Portugal.  

“Durante séculos foi usada para estudar o céu, para observar corpos celestiais, para calcular distâncias e para navegar através dos oceanos. Este objeto, que mostra o movimento do sol, da lua e dos planetas em redor da Terra, está fortemente ligada à identidade portuguesa e representa a importância de Portugal desde o tempo das Descobertas até aos dias de hoje”, escreve.  Recordando que a esfera armilar foi o emblema pessoal do Rei Manuel I, a designer recorda como o monarca a “transformou de símbolo pessoal a símbolo nacional”, representação do “Reino de Portugal que era usado em documentos oficiais, monumentos e na bandeira”.  

Anett Krase pretendeu criar para a Portugal Space “uma assinatura direta e informal, mas ao mesmo tempo única e memorável”, desenvolvendo uma imagem que “comunica estrutura, organização e coesão”, que inclui recursos básicos de eficiência, como simplicidade, originalidade, memorização e longevidade”. 

O azul da versão original, que começa por ser mais claro e termina num azul cerrado, “simboliza a lealdade e o profissionalismo, e ao mesmo tempo significa progresso, tecnologia ou natureza, a mundanidade e a fiabilidade”. Por outro, a transição claro-escuro “intensifica a imagem de profundidade, espaço infinito e sem limites”, a falta de fronteiras tanto do espaço como do conhecimento.  

A designer prevê ainda a utilização do logotipo com outras combinações de cor, permitindo pôr em evidência as diferentes atividades desenvolvidas pela Portugal Space, como sejam Observação da Terra, Telecomunicações, Navegação, Agricultura ou Pescas, entre outros.   

Acerca da Portugal Space

A Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space, é uma organização sem fins lucrativos, criada pelo Governo português, em estreita colaboração com o Governo Regional dos Açores. A Agência tem com o propósito de promover e executar a estratégia “Portugal Espaço 2030”, estimulando e gerindo o desenvolvimento de infraestruturas, iniciativas e programas nacionais relacionais com o Espaço.

A Portugal Space tem como principal objetivo promover e fortalecer o ecossistema do espaço, valorizando a cadeia de valor para benefício da sociedade e da economia através de um conjunto de áreas chave, nomeadamente Observação da Terra, Telecomunicações, Segurança Espacial e Transporte Espacial. Pretende ainda que, em 2030, Portugal seja amplamente reconhecido como uma autoridade mundial nas questões científicas e económicas das interações Espaço-Terra-Clima-Oceanos, recorrendo a tecnologias de duplo uso para observação da Terra, em especial no que diz respeito aos formatos emergentes do chamado “Novo Espaço”.

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